Jun
30
Um hino para o Verão
Por Paula Almeida Lapa em Sem categoria | Comente
Encontrei no Imperfect Parent Blog e está mesmo a pedir para ser musicado:
Return to grass and sunny skies.
“They look so cute!” I fess up.
Jun
30
Forum “Saudinha”
Por Paula Almeida Lapa em Divulgação | 5 comentários
Graça Bastos, médica pediatra, decidiu começar o Forum Saudinha depois de sair da função pública por já não ter “pedalada”:
Mas para mim não é linear isto de fazer medicina só para quem pode pagar. A minha consciência rói-me por causa disso.
Como conheço várias mães com blogs que visito, reparei que davam dicas umas às outras que por vezes não estavam correctas. Surgiu-me então a ideia de acalmar a minha consciência fazendo voluntariado online, fazendo como que moderadora destas dicas entre mães.
Um dia que estava em casa com tempo livre, pus-me à frente do computador e escrevi no Google “como fazer um forum”. E pronto, nasceu o Saudinha.
Durará até as minhas filhas me permitirem ir fazer voluntariado com a AMI![]()
Não é assim tão especialista de informática, portanto, mas suficientemente cibernáutica para descobrir, por tentativas e erros, como construir a ferramenta de discussão num instantinho. Depois foi só mandar e-mails a meia dúzia de mães, que trataram de divulgar o Forum Saudinha. Aliás, é o que tem surpreendido mais Graça Bastos até agora: a avalanche de acessos que o fórum recebeu em tão pouco tempo. Em oito meses, tem 360 membros inscritos e o próximo desafio é descobrir como permitir novas inscrições.
Outra surpresa foi haver alguém que achou que podia ser um site para raptar crianças
e duvidar que eu fosse mesmo médica. Isso nunca me tinha passado pela cabeça, mas realmente na net podem existir coisas dessas. Daí eu ter posto a minha identificação desde o início.
Surpreende-me também agradavelmente a entreajuda - as outras mães responderem quando acham que é urgente e sabem que eu só vou ver o forum no dia seguinte.
As perguntas não são diferentes das que as mães fazem no consultório, por isso, não é difícil dar resposta a praticamente todas as dúvidas que surgem. É muito frequente as mães participarem para sentirem alguma conformidade com aquilo que o pediatra dos filhos indicou.
Graça Bastos já recebeu propostas de compra do Forum Saudinha da parte de empresas dedicadas a serviços na Internet.
Recusei porque para isso implicava ter publicidade e, como se deve perceber pelas minhas respostas no Forum, eu não tenho nada a ver com isso e não quero o meu nome associado a nenhuma marca por exemplo.
O Saudinha é já mais do que eu esperava. Gosto muito de saber que consigo chegar aos cantinhos todos de Portugal, em sítios onde ir ao médico é difícil.
Comecei como uma experiência (gosto de desafios, de projectos novos e sou muito cibernáutica) e nem um ano passou e já há tantos membros!!! A net é uma coisa espantosa.
Jun
27
O fim-de-semana promete ser de calor abrasador. E as férias grandes começam para muita gente. Não é difícil imaginar o que a miudagem anseia para estes dias: mar ou piscina, passeios e gelados, acompanhados de muito protector solar e água fresquinha.Ainda assim, só para não dizerem que não avisámos:

O penúltimo concerto da temporada dos Concertos Promenade do Coliseu do Porto é no domingo - às 11h30, quando começa o pico do calor.
e
No Teatro do Campo Alegre, na próxima semana, o atelier “Uma Carta Traz-nos Alguém!” é para miúdos dos 6 aos 12 anos.
Mais sugestões para o resto do país?
Jun
27
Férias de Avó
Por admin em Autores convidados, Teresa Frazão | 3 comentários
por Teresa Frazão (6 netos)
Férias. Tempo sempre diferente.
Quando era miúda, em Tibaldinho, Beira Alta, casa de lavoura com cheiro a maçãs e candeeiros de petróleo. Pinhais mesmo, com carreiros e lagartos… Banhos em Alcafache, no rio Dão.
Ainda no liceu, quase na faculdade, férias eram idas para Santo Amaro, a turma mista do Pedro Nunes, inteirinha. Uma barraca alugada a custo e onde só cabiam os sapatos e os lanches….
Ao longo dos anos, foram variando as férias, pois claro.
Agora, «reformada» («reformada» o quê?) as férias são
As festas de final de ano dos meus netos, cheia de lágrimas, óculos escuros.
A casa com todos os sofás abertos e os rapazes a chegarem, geralmente à vez, ou dois a dois.
Um desalinho instalado.
E uma festa.
Todas as noites a pergunta O que é que fazemos amanhã?
E tenho tempo, invento tempo. Com gosto. Para o que não faço nem vejo durante um ano inteiro.
Viagens no eléctrico 28 (estou a dever uma ao Manuel e também uma gelatina).
Idas ao Chiado sem porquê.
Travessias de barco.
Um peixinho em Setúbal.
O convento do Carmo visitado e revisitado.
Um gelado na Brasileira do Chiado só para falar de Fernando Pessoa e do tempo de namoro.
Vir para casa dos avós é um belo programa.
Para as duas partes.
Para mim, um alento vital. E o mesmo para o avô, que já não adormece tão cedo no maple, depois do jantar.
Respiro.
Vejo a cidade e o bairro onde habito o ano inteiro. Quero dizer «vejo mesmo».
De certo modo, esqueço as agendas.
E as contas que toda a vida fiz.
Não fico criança.
Fico «perto». Bem perto. Como quando tricotei malhas em mantas e casaquinhos que fiz para cada um. E continuo a fazer.
A vida recomeça em cada malha.
Em cada dia.
Neste jeito e nesta alegria de quem tem a graça de chegar aqui. Quase sessenta e oito.
Com vozes que dizem «Vó», «Avó».
Jun
27
Primeira convidada
Por admin em Autores convidados | Comente
É com imenso gosto que hoje publicamos o primeiro texto escrito de propósito e a convite para o Miudagem.
Teresa Frazão tem seis netos (todos rapazes!) e um blog onde escreve há quase três anos. Ou seja, é praticamente uma veterana na blogosfera já e tem estado muito bem acompanhada por parte da família - o filho André (autor do Caixa de Costura) e a nora Ana (que com a amiga Rita mantém Com o Rei na Barriga).
A avó Teresa aceitou assim o nosso convite: “com a frescura de tudo quanto é inesperado e novo”. E não pedimos mais do que isso mesmo.
Já a seguir.
Jun
25
Festinha de anos na escola
Por Paula Almeida Lapa em Ideias | 2 comentários
Estou orgulhosa por não ter levado guloseimas e estou satisfeita por ter levado algo feito pelas minhas mãos.
Não me agrada a “obrigação” do aniversariante oferecer uma prenda a cada um, mas achei que não valia a pena a desilusão da própria homenageada.
Assim, e já que era Dia Mundial do Livro, fiz livrinhos para cada um desenhar uma história.
Fiz assim:
- Meia dúzia de “Sebentas” (folhas lisas). Com x-acto cortei as páginas das sebentas para o tamanho que quis. [só não usei folhas soltas para poupar nos cortes]
- 2 folhas de cartolina, deu para fazer 35 “capas” para os livrinhos.
- A parte mais chata foi fazer 3 furos em cada bloquinho.
- Depois uni as folhas com atilhos comprados numa papelaria mas que penso serem muito utilizados pelas floristas: um arame muito fininho forrado com papel de cor.
Foi um sucesso, não pelo bloquinho propriamente dito, mas pela surpresa de facto.
Jun
24
Nova escola de música e dança
Por Paula Almeida Lapa em Divulgação | 1 comentário

A Escola de Música e Artes Alfredo Graça, no Porto, vai apresentar-se esta sexta-feira à tarde, no Jardim da Arca d’Água.
A quem interessar, acrescento que neste anúncio gostava de colocar um carimbo de garantia de boa qualidade - faço-o com o coração pois não é todos os dias que me posso orgulhar de uma escola fundada por familiares meus e com o nome de um primo que recordo com ternura.
Já se podem fazer inscrições. Só lá não estamos a assinar os papéis porque estamos muito longe…
Jun
24
Miúdos à solta
Por Paula Almeida Lapa em Debate | 8 comentários
Eu não me lembro do dia em que passei a andar sozinha na rua e com as chaves de casa no bolso. Julgo que esse passo para a minha independência foi gradual. Lembro-me, ainda assim, de estar na escola primária e de ser comum ir e vir para casa a pé sem adultos. Só não sei em que ano isso foi comum.
Já passaram uns vinte e tal anos e, querendo ou não, os “tempos são outros”.
Através do blog Obra da Mãe, soube desta história americana. Um miúdo de 9 anos combinou com a mãe passar algum tempo num centro comercial (ou armazém de lojas), o Bloomingdale’s, e regressar a casa pelo metropolitano. Tudo sozinho no coração da cidade de Nova Iorque.
Não fico chocada, nem sequer surpreendida. Mas estou incapaz de dizer, claramente, se daqui a 4 anos um episódio semelhante será possível cá por casa. Aliás, este é um tema que me interessa acompanhar já, mas sobre o qual ainda não consigo formar opiniões seguras.
A questão lançada em Obra da Mãe, sobre a atitude dos pais citadinos em Portugal, também é pertinente: “Só me pergunto é porque é que, se aos 12 ou 13 anos ainda não os deixam andar sozinhos na rua, os deixam frequentar discotecas, à noite, onde se bebem shots em bar aberto.”
A polémica estalou de tal forma nos EUA que a mãe que deixou o filho andar de metro sozinho, Lenore Skenazy (autora de colunas de opinião em vários jornais), foi chamada de ‘America’s Worst Mom’. Vai daí, organizou um blogue onde pede a participação de mais progenitores para “dar às crianças a liberdade que os pais tiveram”: Free Range Kids.
Entretanto, no blog Obra da Mãe o tema foi mais desenvolvido, citando Katie Allison Granju:
“We treat babies and very young children like little adults - expecting them to meet developmental milestones like weaning, solitary sleep, etc much earlier than biology intends - and then we overparent our big kids in ways that prevent them from learning to function independently.”
Nem todos enfiarão a carapuça ao ler estas palavras mas que dão que pensar, dão.
Vivendo perto de uma cidade pequena, percebo alguma diferença na atitude parental junto dos miúdos da aldeia em relação aos da cidade. E ainda mais diferente destes em relação aos de uma cidade maior.
Como para quase tudo, não há idades exactas para começar seja o que for. E questões como a confiança, a responsabilidade e a mentalidade não são fáceis de definir ou assumir.
Ou seja, com tudo isto fica lançado o debate. Acho que vou gostar de ver muitas opiniões sobre o assunto.
[foto daqui]
Outros links (+-) relacionados com o tema:
“O caminho para a escola: uma aventura em segurança” por Amanda Zenhas (Educare.pt)
“Sozinhos em casa” por Cristina Azevedo (IOL Mãe)
“Agora que as aulas vão começar”, conselhos da Direcção-Geral de Viação
“Spring-time safety”, Mãe com dúvidas sobre a descontracção algo excessiva dos outros pais (The Imperfect Parent Blog)
Jun
23
Açúcar amargo
Por Paula Almeida Lapa em Opinião | 6 comentários
Há uns meses, pela primeira vez, a minha filha mais velha viu os “Morangos com Açúcar”.
Aqui em casa não vemos novelas por pura falta de hábito. E olho com suspeição para as que se dirigem aos “mais jovens”. Sabendo que atirar para cima dos miúdos com a proibição total não é a melhor jogada, tenho de acreditar que devemos ser selectivos e, sim, censurar q.b. o que não nos parece de boa qualidade e de interferência duvidosa.
Pelo que ouço e vejo, há muitas crianças pequenas que assistem com alguma regularidade a esta série. Não sei dizer até que idade a considero pouco recomendável, falando só pelos temas do enredo geral. Já pela qualidade da produção em si, enfim, diria que é dispensável para todas as idades.
Pois bem, assim que acabou o episódio da novela da TVI, a minha filha que ainda não tinha feito 5 anos lançou-me olhares de desdém por cima do ombro, respondeu-me torto, bem à maneira de uma adolescente rebelde, e avisou-me:
- Sabes, mãe, quando eu for mais velha e mentir à minha amiga e a minha amiga ficar chateada comigo, eu vou ficar triste com ela e a mãe vai perguntar o que eu tenho e depois não te quero dizer e depois lá te conto e depois tu dizes não sei o quê e eu vou para o meu quarto sozinha chateada e ponho as mãos na cara e encosto-me à parede!
E ora toma. Aprendem bem e rápido.
Para mim, bastam bem as teimosias e os desafios de um criança normal que já apanhou jeitos teatrais suficientes, dos contos de fadas, para armar autênticas tragédias de faca e alguidar para cima dos pais.
Para a paz doméstica, os amigos d’”A Ilha das Cores”, ainda que bastante insossos aos meus ouvidos, acertam em cheio no entretenimento e mensagens adequadas.
Ao ver a I rir à gargalhada com uma trapalhice do “Manel”, a dançar ao ritmo da voz de cana rachada da “Palmira” e a responder bem alto às perguntas que fazem lá para casa, percebe-se bem qual é o seu programa-alvo.
(E se pensarmos na produção nacional, em televisão, parece evidente faltar algo que se adeque, e agrade, aos miúdos mais-crescidos-mas-não-tão-crescidos-assim)
Jun
19
Ora aqui está uma peça de teatro que já sei que vou perder… com pena.
É uma produção do Visões Úteis, no Teatro Carlos Alberto no Porto. Tem duas versões, para dois públicos diferentes.
“Na versão infantil, é o delírio febril de uma criança que desencadeia a imersão no fantástico; na versão adulta, a pungente dor de um pai que acaba de perder o seu filho gera um estado de alienação, fazendo-o aceder a uma região fora do mundo, onde memória e imaginação se mesclam.”
Pode ler-se mais na página do Teatro Nacional de S. João. Sobre a peça e o sobre os horários das sessões.


