Jul
30
Um mês depois de estar de férias com as miúdas em casa:
- Como é que eles fazem os desenhos animados?
Num bloquinho improvisei um desenho de um boneco muito básico a acenar com um braço.
Quando consegui folhear a sequência com rapidez suficiente para se perceber o movimento, devo dizer que vi a cara da minha filha tão iluminada de surpresa como já não sucedia desde que, sei lá, conseguiu fazer o primeiro chichi no pote.
Depois ainda lhe mostrei este filmezinho brasileiro. E com estes exemplos, deu para ver que também ela podia fazer um desenho animado. (mas não estava com paciência para tal, hoje…)
Já agora, a explicação “mais primitiva” pelo mestre Walt Disney.
Jul
28
Dar de mamar
Por admin em Opinião | 1 comentário
por Ana Rute Cavaco (3 filhos) *
Já nem sei há quantos meses ando para escrever algo sobre este assunto, mas nunca me sai nada, com as palavras certas. Agora que ando num dilema sobre se aceito ou não um convite para ser formadora de amamentação, apetece-me falar sobre isto, porque talvez tanta gente se possa identificar com isto, ou entender melhor que uma experiência não são todas.A minha experiência a triplicar diz-me várias coisas: a primeira, que a primeira experiência de amamentação se pode repetir à segunda e mais, as mesmas dores, os mesmos primeiros dias complicados, a mesma vontade de desistir. Só o conhecimento dos benefícios me fez continuar. Só quem me viu nas primeiras semanas ou sentiu poderá compreender que, comigo, ter prazer na amamentação é um momento que demora a chegar, ou nunca chega.
Segundo: cada filho é um filho, e tive nos meus três provas inequívocas de que é possível engordar pouco ou muito nas mesmas fases, ter vontade de mamar durante períodos de 40 minutos ou mais.
Terceiro: adoro ter os meus filhos nos braços, observá-los e estar com eles. E não tem de ser a amamentar.
Quarto: notei que com mais do que um filho tinha ainda mais dificuldade em gerir sentimentos de culpa por falta de atenção, por estar só com o mais novo. Daí que a minha meta, nestes dois últimos filhos, tenha sido o amamentar em exclusivo até ao recomendado.
Quinto: no meu caso, e por sentir que muita coisa depende de mim em termos de logística em casa, ter um bebé a mamar grandes períodos de tempo com outro filho a reclamar comida ou atenção mexe-me com o sistema nervoso. Ouvir chorar, por exemplo, agita-me.
Sexto: nem todos os bebés que mamam permanecem sempre interessados. Na Maria, mais velha, esse desinteresse chegou pelos 10 meses; na Marta chegou bem cedo, com as crises constantes de falta de ar que tinha.
Sétimo: cada caso é um caso e generalizar a partir de uma experiência só é injusto e perigoso.
Se por um lado gostava de poder ajudar quem tem todos esses sentimentos nos primeiros tempos, por outro também gostava de ser uma ajuda para quem tem de desistir quando tem mesmo de ser. Na minha opinião, outros valores podem sobrepor-se ao dos benefícios do leite. Lamento, mas eu acho assim. Para tudo tem de haver um equilíbrio. Eu encontrei-o aqui, embora tantas vezes me sinta julgada exteriormente por quem acha que por ir mais além nesta área está à frente.
Limpo as lágrimas quando me sinto julgada e olho para os meus filhos e sei que foi o melhor. E este melhor já foi tão bom.
* obrigada pela publicação aqui - a sensatez desta opinião justifica-o.
Jul
24
Só os seres humanos têm netos
Por admin em Autores convidados, Teresa Frazão | 1 comentário
por Teresa Frazão (6 netos)

Um amigo nosso, citando Carvalho Rodrigues, o pai do satélite português, disse-nos que só os seres humanos têm netos.
Na altura parece que não liguei muito.
Mas as palavras têm muita força ainda que nos pareçam esquecidas.De repente, lá estão elas. Vivas. Quase tão saltitonas como as bolas dos meus netos.
Agora, que vocês me desafiaram a escrever como avó, veio-me à memória aquela frase.
E sei que em cada dia nascemos para novas aprendizagens desta relação avós/netos. Nascemos e renascemos.
Difícil é enunciá-las.
ONTEM disse-me o Manel ao almoço:
- Vê lá o disparate que pensei. Aquele DVD que me deste com «Uma história simples», quero vê-lo com o Francisco. Para lhe explicar os planos e os movimentos de câmara. Que seca. O rapaz tem só doze anos.
- Não, ele gosta muito de fotografia. Vais ver que vai interessar-se. Talvez não o filme todo, …
E HOJE ao fim da tarde, à beira Tejo levámos os três anos do António a ver os barcos, chucha e bibe do colégio.
Fiquei no carro, a respirar serenidade.
E vi.
Imagem real. E também irreal.
Os setenta anos do Manel com o António pela mão. Os dois a apontarem os barcos. E os pescadores. Os iscos.
É por estas e por outras que só os seres humanos têm netos.
Jul
23
Mothern, o livro
Por Paula Almeida Lapa em Divulgação | Comente
Foi mesmo dos primeiríssimos blogs acerca da maternidade que comecei a ler. Já lá vão 5 aninhos… E passado tanto tempo, ainda acho que não me podia ter iniciado melhor neste mundo, que ainda estava a começar, nessa época.
Precisamente depois das brasileiras Juliana Sampaio e Laura Guimarães terem editado o livro “Mothern - Manual da Mãe Moderna“, em 2005, o blog começou a murchar, infelizmente, para os fãs (como eu). Ou uma escolha como outra qualquer.
Até hoje adiei comprá-lo. Hoje soube que já há edição portuguesa (via Pipáterra). Que pena não manterem a genial foto da capa brasileira/imagem do cabeçalho do blog.
(também há a série Mothern, inspirada no blog)
Jul
23
“Sempre ocupado, Sebastião!”
Por Paula Almeida Lapa em Livros | 1 comentário
Não consegui resistir: para uma amiga cheia de energia, que acabou de dar à luz um Sebastião.
O Sebastião desta história é também viciado em agendas e está sempre esbaforido entre mil e uma actividades. No final, o que importa é que não falte também a brincadeira - e ao verdadeiro Sebastião não faltará nadinha de nada, numa casa tão cheia e feliz.
Neste exemplar, das Edições Nova Gaia, está um erro tremendo. Antes de o oferecer ainda lá vou rabiscar naquela cedilha. O Sebastião vai aprender bem cedo que o C junto do E nunca tem cedilha.

Jul
23
Filosofia para crianças
Por Paula Almeida Lapa em Divulgação | Comente
Muito interessante foi mesmo o que achei desta entrevista a Dina Mendonça sobre Filosofia para crianças.
(via Aspirina B)
Jul
22
Internet: “Manipulação das crianças”
Por admin em Actualidade | 1 comentário
por Carlos José Teixeira (do blog Comunicação Empresarial) *
O Helder Encarnação aponta para o artigo do Sol intitulado”Sites ‘amigos’ das crianças ‘manipulam’ os mais jovens“, onde é abordado o estudo lançado pela Consumer Reports e pela Mediatech Foundation, segundo o qual as crianças acedem à Internet a partir dos dois anos e meio, consultando sites “moderadamente” ou “muito comercializáveis”, segundo o divulgado pelo Vnunet, que divulga o estudo.Estes sites, incluindo os de jogos online, promovem a ideia de consumismo recorrendo às mais diversas técnicas de persuação. A mais utilizada é a que segue o modelo de “recompensa pelo trabalho”, premiando as crianças com pontos ou acessórios que lhes permite “comprar” itens - roupa, maquilhagem, televisores, etc. - para os seus animais virtuais de estimação ou para os seus avatares. Uma das técnicas mais agressivas é a que deixa que as crianças disponham de ferramentas de alta qualidade durante a sua utilização e, na altura em que querem guardar o seu produto ou criação, lhes é apresentada a mensagem que as informa ser necessário um pagamento para que as possam guardar.
Warren Buckleitner, editor da Children’s Technology Review e autor do relatório afirma que “… após assistir a dez horas dos típicos jogos online, nós ficamos chocados com a extensão do comportamento manipulativo.” Buckleitner acrescenta ainda que “O estudo demonstra que nem os pais nem os publicadores sabem o que acontece realmente quando as crianças navegam na net. Idealmente, os sites de crianças deveriam ser desenhados por pessoas com uma formação sobre o desenvolvimento das crianças e não com MBAs.” Uma vez mais, os pais são chamados, desta feita por Beau Brendler, director da Consumer Reports, a monitorizar online as acções dos seus filhos, averiguando quais os seus sites preferidos.
A meu ver, este tipo de prática não é, infelizmente, tão anormal quanto possa parecer. Se pensarmos bem, não é somente na Internet que isto se passa, bastando um passeio pelo hipermercado para observar comportamentos semelhantes. Condenável sob todos os aspectos, este tipo de marketing é dirigido a quem não tem hipótese de se defender deste tipo de atitude agressiva. Invasivo, é um marketing que não hesitará mesmo contornar a supervisão dos pais, fornecendo para tal as ferramentas necessárias às crianças e que lhes permitam fugir ao despiste do histórico no browser. Não são raros os sites que explicam como fazer isso às crianças e, observando e ligando as coisas com alguma atenção, poderemos chegar à conslusão que estes sites não são tão inocentes como isso e que poderão revelar ligações a empresas ou produtos. De clique em clique, as crianças acabam por lá ir parar.
Cabe-nos a nós, enquanto consumidores dos produtos e da Internet, assegurarmos a devida regulação desta actividade. A melhor forma é o protesto veemente, por e-mail, por denúncia na blogoesfera [lembram-se da campanha da cerveja hetero?], por medidas mais censórias como o bloqueio do browser a esses sites. E cabe-nos, sobretudo, o esforço de não cairmos nós próprios na esparrela…
* obrigada pela republicação aqui no Miudagem.
Jul
21
Comida: A bem ou a mal, 3
Por Paula Almeida Lapa em Opinião | 2 comentários
Ao refazer estes artigos a propósito do livro “Aprender a Comer”, apercebi-me que o pior que estava a acontecer cá em casa não era, de facto, as miúdas andarem a comer assim tão pouco, nem tão mal.
Passámos uma fase de ódio à sopa e, isso sim, tirava-me do sério. Bem como o mau comportamento à mesa. Modos rudes, levantar por tudo e por nada, gritarias diversas, brincadeiras despropositadas, enfim… Um desassossego.
Não passei a andar de cronómetro na mão. Mas consegui passar a engolir vários suspiros desesperados. Acho impossível estar sempre com palavras simpáticas quando as aneiras se sucedem.
A maior regra passou a ser: ou comem a sopa, ou não comem mais nada. Não foi fácil assistir às choradeiras, gritos, amuos e insultos variados que aconteceram inúmeras vezes, por parte das duas.
(dizer “não foi fácil” é uma forma muuuito simpática de classificar esses momentos)
Os “prémios” também passaram a ser mais oferecidos. Não por comerem a sopa, mas pelo comportamento. E é duro recusar dar o prémio a uma e não a outra. Mas aconteceu. E vai resultando.
Como já disse, nos “livros para pais” que vou encontrando não aprendo nada de realmente novo. Mas assumo que fico sempre mais tranquila - ou por confirmar que costumo ter alguma razão
, ou por entender melhor as reacções das crias. Não sei, é como encontrar várias pistas que me empurram para algumas atitudes com mais segurança…
Hoje em dia, as coisas estão muito mais calmas. Por tudo isto que descrevo e, também, porque a mais velha entrou numa fase absolutamente de-vo-ra-do-ra!
Come que se farta, mesmo que torça sempre o nariz à sopa. (até nos beliscamos quando ouvimos da nossa boca: “tens a certeza que queres mais?!” )
E como o exemplo fraternal é uma coisa muito poderosa, a mais nova vai tentando corresponder.
Ora toma.
Jul
21
Uma muito feliz coincidência (a propósito da partilha à distância de memórias musicais infantis) fez-me conhecer a Susana Coelho. Mal eu sabia que o Miudagem, graças à sua generosidade, acabaria por ganhar o cabeçalho todo catita que lá em cima se vê.
Entretanto tenho acompanhado a criação de alguns projectos em que está envolvida na Casa da Balança, em Évora - um espaço museológico dedicado ao estudo dos pesos e medidas, a metrologia.
Só pelo empenho e entusiasmo que se sente de tão longe, ando há meses cheia de vontade de ir a Évora. Os miúdos de lá têm imensa sorte.
Já há quase dois meses que está em cena “A Casa da Mosca Fosca“, um espectáculo de marionetas baseado num livro de Eva Mejuto, especialmente direccionado aos mais novos.
A 2 de Agosto e a 6 de Setembro há também exibições marcadas para o programa Tardes de Soalheira Noites ao Relento, tudo em Évora - vale a pena ver toda a agenda, com imensa coisa para os miúdos.
Jul
17
Jardins móveis
Por Paula Almeida Lapa em Sugestões | 1 comentário

Fica em Ponte de Sor, foram desenhados por Leonel Moura e encontrei-os no blog da Rute Reimão, onde também me farto de anotar referências a livros infantis especialmente bonitos.



