Jul
21
Comida: A bem ou a mal, 3
Por Paula Almeida Lapa em Opinião |
Ao refazer estes artigos a propósito do livro “Aprender a Comer”, apercebi-me que o pior que estava a acontecer cá em casa não era, de facto, as miúdas andarem a comer assim tão pouco, nem tão mal.
Passámos uma fase de ódio à sopa e, isso sim, tirava-me do sério. Bem como o mau comportamento à mesa. Modos rudes, levantar por tudo e por nada, gritarias diversas, brincadeiras despropositadas, enfim… Um desassossego.
Não passei a andar de cronómetro na mão. Mas consegui passar a engolir vários suspiros desesperados. Acho impossível estar sempre com palavras simpáticas quando as aneiras se sucedem.
A maior regra passou a ser: ou comem a sopa, ou não comem mais nada. Não foi fácil assistir às choradeiras, gritos, amuos e insultos variados que aconteceram inúmeras vezes, por parte das duas.
(dizer “não foi fácil” é uma forma muuuito simpática de classificar esses momentos)
Os “prémios” também passaram a ser mais oferecidos. Não por comerem a sopa, mas pelo comportamento. E é duro recusar dar o prémio a uma e não a outra. Mas aconteceu. E vai resultando.
Como já disse, nos “livros para pais” que vou encontrando não aprendo nada de realmente novo. Mas assumo que fico sempre mais tranquila - ou por confirmar que costumo ter alguma razão
, ou por entender melhor as reacções das crias. Não sei, é como encontrar várias pistas que me empurram para algumas atitudes com mais segurança…
Hoje em dia, as coisas estão muito mais calmas. Por tudo isto que descrevo e, também, porque a mais velha entrou numa fase absolutamente de-vo-ra-do-ra!
Come que se farta, mesmo que torça sempre o nariz à sopa. (até nos beliscamos quando ouvimos da nossa boca: “tens a certeza que queres mais?!” )
E como o exemplo fraternal é uma coisa muito poderosa, a mais nova vai tentando corresponder.
Ora toma.
Comentários
2 comentários sobre “Comida: A bem ou a mal, 3”
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Paula, vejo que já rola em “versão estável”! Parabéns, está um belo blogue.
Tens e-mail acerca do outro assunto.
Hasta!
CJT
Eu uso a “técnica” do não come a sopa não come mais nada e resulta. Já foi para a cama sem jantar mas foi sá primeira vez. Estava convensida (mas não com sentimentos de culpa) de que a estratégia seria do mais antipedagogico possível. Fiquei feliz com o texto…