Nov
21
A escola ideal depende também dos pais
Por Paula Almeida Lapa em Actualidade, Livros | 1 comentário
O livro “A Escola Ideal” de Bárbara Wong foi lançado no passado domingo. A jornalista e mãe de dois filhos conversou com o Miudagem sobre esta “viagem” ao sistema de ensino educativo português. E ainda deixou mostrar uma das pequenas histórias que lá são relatadas.

Ver um título como este é achar que a autora foi, no mínimo, ambiciosa: pode lá isso ser possível, existir uma escola ideal? Mas Bárbara Wong, jornalista, esclareceu directamente para o Miudagem: “a escola ideal é a que nós próprios imaginamos, pode ser aquela que construimos na nossa cabeça, a partir da nossa própria experiência como alunos ou do que vamos vendo e vivendo ao longo do tempo. Pode ser um milhão de coisas, tantas quanto as pessoas que existem e pensam sobre o assunto!”
Na verdade, Bárbara Wong deu-nos o seu próprio exemplo. Os seus dois filhos estão na escola que lhe parece ser a ideal “porque os ouve, os respeita, porque ouve os encarregados de educação e pede-lhes para se envolverem, porque oferece uma educação completa e não só as matérias previstas pelo Ministério da Educação”. No entanto, outros pais decidiram retirar de lá os seus filhos por não acharem aquela a melhor escola.
Jul
23
Mothern, o livro
Por Paula Almeida Lapa em Divulgação | Comente
Foi mesmo dos primeiríssimos blogs acerca da maternidade que comecei a ler. Já lá vão 5 aninhos… E passado tanto tempo, ainda acho que não me podia ter iniciado melhor neste mundo, que ainda estava a começar, nessa época.
Precisamente depois das brasileiras Juliana Sampaio e Laura Guimarães terem editado o livro “Mothern - Manual da Mãe Moderna“, em 2005, o blog começou a murchar, infelizmente, para os fãs (como eu). Ou uma escolha como outra qualquer.
Até hoje adiei comprá-lo. Hoje soube que já há edição portuguesa (via Pipáterra). Que pena não manterem a genial foto da capa brasileira/imagem do cabeçalho do blog.
(também há a série Mothern, inspirada no blog)
Jul
21
Comida: A bem ou a mal, 3
Por Paula Almeida Lapa em Opinião | 2 comentários
Ao refazer estes artigos a propósito do livro “Aprender a Comer”, apercebi-me que o pior que estava a acontecer cá em casa não era, de facto, as miúdas andarem a comer assim tão pouco, nem tão mal.
Passámos uma fase de ódio à sopa e, isso sim, tirava-me do sério. Bem como o mau comportamento à mesa. Modos rudes, levantar por tudo e por nada, gritarias diversas, brincadeiras despropositadas, enfim… Um desassossego.
Não passei a andar de cronómetro na mão. Mas consegui passar a engolir vários suspiros desesperados. Acho impossível estar sempre com palavras simpáticas quando as aneiras se sucedem.
A maior regra passou a ser: ou comem a sopa, ou não comem mais nada. Não foi fácil assistir às choradeiras, gritos, amuos e insultos variados que aconteceram inúmeras vezes, por parte das duas.
(dizer “não foi fácil” é uma forma muuuito simpática de classificar esses momentos)
Os “prémios” também passaram a ser mais oferecidos. Não por comerem a sopa, mas pelo comportamento. E é duro recusar dar o prémio a uma e não a outra. Mas aconteceu. E vai resultando.
Como já disse, nos “livros para pais” que vou encontrando não aprendo nada de realmente novo. Mas assumo que fico sempre mais tranquila - ou por confirmar que costumo ter alguma razão
, ou por entender melhor as reacções das crias. Não sei, é como encontrar várias pistas que me empurram para algumas atitudes com mais segurança…
Hoje em dia, as coisas estão muito mais calmas. Por tudo isto que descrevo e, também, porque a mais velha entrou numa fase absolutamente de-vo-ra-do-ra!
Come que se farta, mesmo que torça sempre o nariz à sopa. (até nos beliscamos quando ouvimos da nossa boca: “tens a certeza que queres mais?!” )
E como o exemplo fraternal é uma coisa muito poderosa, a mais nova vai tentando corresponder.
Ora toma.
Jul
10
Comida: A bem ou a mal
Por Paula Almeida Lapa em Opinião | 3 comentários
Vou tendo algumas certezas, cada uma sofrendo ajustes conforme passam os anos. Não concordo com as batalhas do tens-de-comer, mas acho que a sopa é mesmo fundamental. Acredito que cada criança tem o seu ritmo e os seus gostos, mas também sei que quando uma irmã diz que “não quero porque não gosto!” a outra repete fielmente mesmo que seja mentira. Sei que tem de haver espaço para excepções, o que significa que tem de haver muitas normas.
Mãe de duas, já aprendi a ser menos intransigente. Receio é ter chegado a algum excesso de confiança num tal de instinto, quando os episódios de repugnância pela sopa parecem-se mais com fitas muito foleiras só para chatear.
Vive a leite, pão, arroz e fruta. Mais ar e vento… É a última a comer na escola - e isso é argumento suficiente para dizer que não gosta, nem quer ir para a escola.
(sendo que esta é uma questão associada a outra: é muito competitiva e tem pavor do “perder” e do “ser último” ou do “não conseguir”)
A filha mais nova já é um bom bocado ainda mais esquisita. E não me parece nada bem (nem prático!) ter constantemente de jogar com estes apetites e vontades tão próprios de cada uma, só para que comam um chisquinho melhor.
Vai daí, quando vi este livro: “Aprender a comer” * (D. Quixote) como que uma
luz se acendeu na minha cabeça. O polémico Dr. Estivill volta a atacar. E eu, pasmem-se, já segui as suas orientações para melhorar o adormecer e as noites da I, a minha mais velha - e resultou!
Por isso, ainda me passa pela cabeça achar que este livro nos poderá ajudar. Ainda acredito que às vezes é preciso mergulhar no meio de verdades lapalassianas (foi o que senti com o outro livro para ver se nos convencemos de vez.
Depois conto o que achei.
* neste link já se percebe bem do que se trata
[primeiro de uma série de 3 artigos. este primeiro escrevi no início de 2008]
