Out
23
“Os filtros, os miúdos e os conteúdos inseguros
Por Paula Almeida Lapa em Actualidade | 4 comentários
A ler:
Segundo Tito de Morais, “de facto, quando estamos a falar de adolescentes, estes [filtros] geralmente têm já conhecimentos suficientes para desabilitar ou ultrapassar um programa de filtragem de conteúdos”. No entanto, segundo o fundador do Projecto MiudosSegurosNa.Net, “isso não faz com que sejam inúteis”, acrescentando que “os semáforos vermelhos também podem ser ultrapassados e não é por isso que são inúteis”.
Ainda segundo este responsável, “acresce que não são apenas os adolescentes que acedem à Internet. Crianças cada vez mais jovens acedem à Internet e essas geralmente ainda não tem conhecimentos necessários para desabilitar ou ultrapassar os bloqueios desse tipo de software”.
Num artigo do Paulo Querido.
Adenda: e para seguir a convesa, o artigo de Rui Cruz.
Ago
1
Internet: Riscos
Por Paula Almeida Lapa em Actualidade | 1 comentário
Uma publicidade dirigida aos pais pela IG Prental Control (via PubAdicct).
Eu que o diga, a Internet é uma belíssima fonte de informação e um excelente espaço de partilha. Julgo ter “radares” relativamente calejados para filtrar situações de risco. Que as há.
Há tempos vi uma referência a um video do YouTube onde se demonstrava que 4 telemóveis em modo bluetooth transformavam milho em pipocas. Hoje tentei encontrar esse site onde vi desmascarada a situação que não passava de uma encenação. Fiz uma pesquisa pelo Google e só apareceram referências ao video que o consideravam como verdade verdadinha.
Só depois de muito vasculhar, encontrei o que procurava: Grandes erros: Fazer pipocas com telemóveis, onde a argumentação e os respectivos links, além dos autores, me levam a confiar na informação.
Se há zona para manter os miúdos com rédea curta e hiper-vigiados, ou pelo menos onde devemos meter o bedelho com muita frequência, será na Internet. Ou não? :/
Jul
22
Internet: “Manipulação das crianças”
Por admin em Actualidade | 1 comentário
por Carlos José Teixeira (do blog Comunicação Empresarial) *
O Helder Encarnação aponta para o artigo do Sol intitulado”Sites ‘amigos’ das crianças ‘manipulam’ os mais jovens“, onde é abordado o estudo lançado pela Consumer Reports e pela Mediatech Foundation, segundo o qual as crianças acedem à Internet a partir dos dois anos e meio, consultando sites “moderadamente” ou “muito comercializáveis”, segundo o divulgado pelo Vnunet, que divulga o estudo.Estes sites, incluindo os de jogos online, promovem a ideia de consumismo recorrendo às mais diversas técnicas de persuação. A mais utilizada é a que segue o modelo de “recompensa pelo trabalho”, premiando as crianças com pontos ou acessórios que lhes permite “comprar” itens - roupa, maquilhagem, televisores, etc. - para os seus animais virtuais de estimação ou para os seus avatares. Uma das técnicas mais agressivas é a que deixa que as crianças disponham de ferramentas de alta qualidade durante a sua utilização e, na altura em que querem guardar o seu produto ou criação, lhes é apresentada a mensagem que as informa ser necessário um pagamento para que as possam guardar.
Warren Buckleitner, editor da Children’s Technology Review e autor do relatório afirma que “… após assistir a dez horas dos típicos jogos online, nós ficamos chocados com a extensão do comportamento manipulativo.” Buckleitner acrescenta ainda que “O estudo demonstra que nem os pais nem os publicadores sabem o que acontece realmente quando as crianças navegam na net. Idealmente, os sites de crianças deveriam ser desenhados por pessoas com uma formação sobre o desenvolvimento das crianças e não com MBAs.” Uma vez mais, os pais são chamados, desta feita por Beau Brendler, director da Consumer Reports, a monitorizar online as acções dos seus filhos, averiguando quais os seus sites preferidos.
A meu ver, este tipo de prática não é, infelizmente, tão anormal quanto possa parecer. Se pensarmos bem, não é somente na Internet que isto se passa, bastando um passeio pelo hipermercado para observar comportamentos semelhantes. Condenável sob todos os aspectos, este tipo de marketing é dirigido a quem não tem hipótese de se defender deste tipo de atitude agressiva. Invasivo, é um marketing que não hesitará mesmo contornar a supervisão dos pais, fornecendo para tal as ferramentas necessárias às crianças e que lhes permitam fugir ao despiste do histórico no browser. Não são raros os sites que explicam como fazer isso às crianças e, observando e ligando as coisas com alguma atenção, poderemos chegar à conslusão que estes sites não são tão inocentes como isso e que poderão revelar ligações a empresas ou produtos. De clique em clique, as crianças acabam por lá ir parar.
Cabe-nos a nós, enquanto consumidores dos produtos e da Internet, assegurarmos a devida regulação desta actividade. A melhor forma é o protesto veemente, por e-mail, por denúncia na blogoesfera [lembram-se da campanha da cerveja hetero?], por medidas mais censórias como o bloqueio do browser a esses sites. E cabe-nos, sobretudo, o esforço de não cairmos nós próprios na esparrela…
* obrigada pela republicação aqui no Miudagem.

