Eu não sou grande exemplo para falar sobre a televisão e os miúdos. Ou melhor, sou eu que lhes escolho/limito o tipo de programas ou canais e estou sempre por perto enquanto as filhas estão a ver desenhos animados. Mesmo assim, sei que ligo muito o televisor para quase todas as ocasiões domésticas… e, com frequência, o aparelho fica ligado por esquecimento.

(o meu defeito está na quantidade, não na qualidade - sobretudo durante o Inverno…)

Nos últimos dias tenho apanhado este tema, sobre conteúdos e hábitos, em variados sítios:

- para ouvir, uma rubrica da TSF;

- um blog inteiro dedicado à TV e um texto que desenvolve o assunto “Televisão e a Criança

- a propósito de uma reportagem no Público que já não está acessível (”Televisão entra cada vez mais cedo no quarto das crianças”, 23Jun2008) a Emiéle escreveu um, dois e três posts, muito debatidos nos comentários;

- nesta lista estão 33 segredos para uma boa noite de sono, sendo a 5ª retirar a televisão do quarto;

- de uma sondagem americana sobre a qualidade do sono das famílias, saiu esta conclusão:

School-aged children are the most likely to have a television in their bedroom (43%), although parents/caregivers report nearly one-third of preschoolers and even 20 percent of infants and toddlers have a television in the bedroom. The poll finds children with a television in their bedroom go to sleep almost 20 minutes later and sleep less than those without a television in their bedroom (9.2 vs. 9.6 hours/night), a loss of more than two hours of sleep a week.

Pronto, confesso que era aqui que queria chegar. Quando se fala de televisão e crianças, insiste-se sempre na quantidade de horas e na qualidade de conteúdos (o que é justo, claro). Não é tão frequente falar-se na possibilidade de ser causadora de distúrbios do sono, em miúdos e graúdos.

De facto, a regra mais rígida cá em casa é: as filhas não vêm televisão (dvd ou canais ou programas para miúdos) a partir da hora do jantar. E repugna-me a ideia de haver uma televisão num quarto de dormir (mesmo no do casal).

Só posso ter sido profundamente influenciada pelos meus pais. Aliás, só já depois dos meus 30 ouvi o meu pai (neurologista) dizer: “O quarto é apenas para dormir e amar”. Frase que fazia parte de um folheto que dava aos doentes com regras da Higiene do Sono.

Eu cá nem sabia que o sono tem higiene