O livro “A Escola Ideal” de Bárbara Wong foi lançado no passado domingo. A jornalista e mãe de dois filhos conversou com o Miudagem sobre esta “viagem” ao sistema de ensino educativo português. E ainda deixou mostrar uma das pequenas histórias que lá são relatadas.

Ver um título como este é achar que a autora foi, no mínimo, ambiciosa: pode lá isso ser possível, existir uma escola ideal? Mas Bárbara Wong, jornalista, esclareceu directamente para o Miudagem: “a escola ideal é a que nós próprios imaginamos, pode ser aquela que construimos na nossa cabeça, a partir da nossa própria experiência como alunos ou do que vamos vendo e vivendo ao longo do tempo. Pode ser um milhão de coisas, tantas quanto as pessoas que existem e pensam sobre o assunto!”

Na verdade, Bárbara Wong deu-nos o seu próprio exemplo. Os seus dois filhos estão na escola que lhe parece ser a ideal “porque os ouve, os respeita, porque ouve os encarregados de educação e pede-lhes para se envolverem, porque oferece uma educação completa e não só as matérias previstas pelo Ministério da Educação”. No entanto, outros pais decidiram retirar de lá os seus filhos por não acharem aquela a melhor escola.

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Charadas

Por Paula Almeida Lapa em Livros | Comente 

Na semana passada, finalmente, estive a ver na minha mão e com olhos de ver muitos dos livros infantis que têm sido editados nos últimos tempos. Fiz já algumas compras para o Natal.

Passou-me pelas mãos, e pelos olhos já cansados, o livro da Alice Vieira “A Charada da Bicharada” (Texto Editores). O meu primeiro impulso foi achar que aquela poesia era demasiado elaborada ainda para a minha filha mais velha. Os desenhos eram bonitos, achei, mas não fiquei convencida.

Ontem, surpreendi-me ao ler a sempre atenta Rute Reimão. Por coincidência, hoje dei de caras com o mesmo livro quando fui ao supermercado pela manhã. Agarrei-o com novo interesse e com esta frase da Rute na minha cabeça: “as ilustrações são aquilo que na minha opinião, deviam ser sempre, informação adicional, que não se deviam apenas cingir às palavras escritas”.

E foi mesmo uma revelação: são as ilustrações de Madalena Matoso que resolvem as sinuosas adivinhas de Alice Vieira! Comprei e será a minha oferta de Natal para a sala da minha filha.

Não consegui resistir: para uma amiga cheia de energia, que acabou de dar à luz um Sebastião.

O Sebastião desta história é também viciado em agendas e está sempre esbaforido entre mil e uma actividades. No final, o que importa é que não falte também a brincadeira - e ao verdadeiro Sebastião não faltará nadinha de nada, numa casa tão cheia e feliz. :)

Neste exemplar, das Edições Nova Gaia, está um erro tremendo. Antes de o oferecer ainda lá vou rabiscar naquela cedilha. O Sebastião vai aprender bem cedo que o C junto do E nunca tem cedilha.